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sábado, 13 de novembro de 2010

Sou touro.

Sou a constância, segurança, consistência em pessoa, aquele que sempre está conectado na presença e as delicias deste mundo.
Sou um autêntico terráqueo, não duvide disso. Valorizo viver bem. Gosto de preservar tudo o que é valioso, seja dinheiro, arte, natureza ou relacionamentos. Sei o que é bom e faço questão de viver bem e com o melhor. Meus sentidos funcionam ao máximo. Sou sensível as excelências da vida, para mim um luar é palpável, sinto a umidade do ar, o frescor da brisa, a luz no orvalho, a beleza da planta que cresce a cada dia, desfruto dos cheiros, texturas, meus sentidos deliciam-se com cada uma das maravilhas deste mundo generoso e belo. Absorvo o belo pelos poros, desfruto as cores e seus matizes; jogo com os timbres da voz, e faço questão de curtir as melodias e os ritmos, distingo as texturas, as compleições; cultivo o prazer de comer, de beber, de fazer amor, de satisfazer todas as minhas necessidades.
Não preciso provar nada. Não complico a minha mente. Uso o senso comum e tudo o que digo ou faço, é apoiado em fatos sólidos, em trabalho verdadeiro, em percepções apuradas. Ainda que requintado nos meus gostos sou do estilo caboclo e me comunico com poucas palavras, as suficientes para conectar o coração e os poros.
Sou calmo, prático, sensato, cuidadoso, lento no agir, mas garanto resultados. Tendo a ser conservador, fico longe da aventura, do risco.
Custa-me decidir o que fazer, mas quando decido vou fundo, o difícil é me fazer mudar. Não gosto da superficialidade em nada. Quando chego a alguma coisa, é para valer. A tradição é importante para mim, gosto do que já passou pela prova do tempo. Quando sinto consistência, maturidade, realização, embasamento, fundamento, ancoramento, fico à vontade, relaxo e meu Dom do embelezamento e de acabamento gozoso se manifesta e complementa até ancorar o proposto.
Detesto a pressa, a inquietude, a insegurança. Posso ficar num mesmo lugar por horas, principalmente quando estou no meu ninho. Gosto de comodidade e conforto em todas as minhas coisas e em todos os ambientes em que esteja.
Minha casa ideal é um exemplo do Paraíso na Terra, sala de visitas aconchegante, sala de jantar, cozinha com fogão industrial, dispensa e geladeira abastecida, belos jardins. Meu quarto é uma jóia em todos os sentidos, belo, prático, um recanto aconchegante com travesseiros macios, belos tecidos e aromas especiais. As minhas roupas são aconchegantes e de excelentes tecidos: algodão, seda, com boa queda, texturas deliciosas. Você será bem-vindo ao meu ambiente, poderá deleitar-se com meu bom gosto e recepção atenta.
A realidade é para mim poesia, arte. Sou sensível da cabeça aos pés. Gosto de me sentir ancorado, consistente, presente, conectado. Penso que as pessoas, em geral, se complicam mais do que o necessário.
Não mergulho nas coisas que não entendo. Faço um bom e demorado reconhecimento do terreno. Depois, penso dentro de mim, com calma e cuidado e vou ruminando meus pensamentos e idéias até te sentir consistência nas minhas conclusões. Sei esperar pelo momento certo, quando as coisas chegam no seu momento de maturidade e plenitude. Quando vou devagar, evito quebrar-me emocionalmente. Calma! – é meu conselho habitual.
Sempre consigo encontrar uma solução sensata para qualquer situação. Tenho muita energia, porque não a desperdiço com tolices frívolas, nem me apresso sem motivo. Sempre carrego alguma coisa de reserva na carteira ou no corpo. Raramente me permito ficar exausto, gosto de preservar energias pessoais, também recursos financeiros para a emergência.
Prefiro as coisas sólidas. Minhas posses são investimentos. Invisto sempre no que é bom, para curtir a cada contato, para que dure muitos anos; sou assim com as coisas, as amizades e o amor. A paciência me ajuda nisso. Sou sensível em relação à posse, assumo sem culpas.
Sou sensual. Meus bichos adoram que lhes faça carinho, minhas plantas também. O mesmo acontece com meus amigos e amores. Tenho um modo de tocar especial, minha voz tanto acalma como excita. Tenho a pele fina, suave, e extremamente sensível; mas não me sinto um ser humano frágil. Sou uma força de sustentação para a família e os que me rodeiam.
As pessoas em geral me acham forte e consistente para se permitirem suas crises e catarses, sou uma espécie de terapeuta natural, de porto seguro. Consigo segurar, sou receptivo, e tenho um leque de abertura bastante amplo, mas não abuse quando explodo sai de perto.
Sou um amante terno, delicado e protetor. Meu temperamento sensual me torna vulnerável ao cheiro de cangote, ao timbre da voz, a maciez da pele, ao brilho do olhar. Quiçá eu não saiba lhe falar tudo o que sinto, mas será que é preciso falar? Gosto do diálogo dos sentidos, da arte de sentir e fazer acontecer.
Sou paciente e presente, basicamente gentil e aconchegante com as pessoas que amo. Há um só caminho para eu fazer o que você queira: o “jeitinho” do amor, carinho e a beleza.
Sou do tipo prático que inspira segurança. Sou calmo, tranqüilo, procuro não entrar em pânico, mesmo quando tudo vem abaixo. Em casos de emergência resolvo primeiro, depois deixo que a emoção tome conta de mim. Demonstro amor, chegando realmente perto das pessoas, complementando-as de maneira gostosa e necessária.
O dinheiro é importante para mim, por isso quero uma conta polpuda num banco sólido e o máximo de riquezas possíveis.
Sou obstinado, firme, fiel e meus amigos podem contar comigo. Cuido do que valorizo e de quem amo.
Emocionalmente sou estável e meus sentimentos são consistentes. Minha grande provação emocional é nos momentos das separações. É difícil largar as coisas a que me apego, especialmente o ser amado. Mas com o tempo tenho aprendido que não existem separações absolutas, existem mudanças na forma de se relacionar, e no futuro tudo é possível.
Faz-me bem praticar o Desapego, aprendo a curtir aquilo que não tenho que estar conquistando a todo momento, e sim o que simplesmente está comigo, está afim de mim. O que vem a mim por vontade do destino, chega mais gostoso.
Aprendo que todo tem um tempo de vida, e que se insistirmos em prolongá-lo destruímos o que tem de belo. Se mantiver o olhar para o que se foi, não vou ver o que está chegando. Aprendo a reconhecer as mortes, realizar enterros, tirar conclusões do vivido e agradecer a passagem. Aprendo a receber o novo. Sou dono de mim, e grato com a vida.
Dizem que sou possessivo, digo que sou profundo, que valorizo o que tenho, que batalho por minhas coisas, que gosto enraizar. Que não desisto por pequenas discordâncias, discrepâncias. Que tenho resistência e paciência. Que valorizo as conquistas alcançadas. Enfim, vai ser muito difícil eu desistir de qualquer coisa, quase sempre são os outros que desistem. Mas quando desisto é definitivo.
No amor sou difícil para me entregar, mas quando abro, abro mesmo. Adoro beijar. Para desistir do meu amor só se a realidade for claramente contra. Quando magoado, sofro muito. Trocar por trocar, não é o meu estilo.
Minha parceria ideal é uma pessoa que curte a vida, sensual, segura do que quer e fiel. Ela é fascinante, apaixonante, de temperamento forte, sexo maravilha, carismática, bela e de um estilo encantador, companheira para desfrutar o bom desta vida.
Gosto de ter tempo e condições para curtir meu ser amado, amigos e família, e juntos firmar propósitos e viver em sintonia a Natureza e harmonia com a sociedade, orgulhosos de participarmos com o melhor e felizes e agradecidos com as bênçãos desta vida.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Culpa do jeito dela, de transformar tudo num caos carnal.


Os dois são dos número, teclado, barulhos repetitivos. Pianos sem partitura. Teclam letras numa imagem eletrônica acesas que ilumina os quatro olhos azuis (deles).


Um é de câncer. Gruda na minha saia. Não me deixa ir. Me abraça magro e intenso. Enche meios ouvidos de novidades, notícias, besteiras e muitas palavras, culpa do seu ascendente sagitário.

A outra é libra. E de equilíbrio não há nada. Engole a vontade em um gole seco de whisky. Agarra meu pescoço. faz cara de cachorro e não me deixa ir embora, culpa de Àries.

E eu, um touro perdido, sem mãe, sem casa... sensível, intensa e quase louca... A terra me joga para o chão, daí vem meu ascendente em aquário e fode com tudo.

Juntei a fome, com a fome e a vontade de comer. Nos devoramos todos. Só era álcool que corria nas veias. Nem ligamos para desejo, nem para a falta de lógica naquela matemática.

1 + 1 deu igual à 3
lambemos os beiços
rimos
e no final, ninguém era de ninguém

E tudo não deixou de ser um caso carnal, cheio de entrelinhas do fogo de uma palha só, que colocou fogo em tudo. Ela.

Bobagem sua.

Existiu uma madrugada melancolia que Lúcia pensava que amava Ana. Ana nunca amou ninguém. Lúcia comia Sofia, pensava em Ana, em José, no trabalho e nas contas à pagar.

Neste mesmo dia nublado, acendeu um cigarro sentiu a brisa e o cheiro ainda do que restou daquela noite, totalmente mal dormida, confusa de um sexo quase inacreditável.

Precisou de um banho quente, escovou o dentes, se arrumou, e ligou para Clara.  Clara não atendeu. Lúcia ficou com medo da solidão. Pediu um café e fez novamente tudo que a noite anterior havia lhe arruinado.

O medo do intacto faz ela fugir de qualquer possível compromisso. Ela só é imatura. Sem julgamento. É só isso...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Amor livre

Um beijo bandido. Aquele que te ataca em um choque elétrico interno. E você pensa "puta que pariu, o que é isso?". Não é amor cristão, nem muito menos um caso rápido, para nunca mais. Não é isso, por que você quer mais, quer o impossível e acredita que o prazer será ainda maior do que a vez anterior e anterior... lembra do beijo safado, do peito em suas mãos, o sexo puro (pura vontade). Você aproveita e pensa em um compromisso, há amor mas não confia. 

Com a maturidade aprendi a sentir o peso das palavras com intensidade. Aprendi o que é dor, quando me senti doer toda, chorei e sangrei mim. O desejo se materializa em teu corpo, sua voz, seus olhos, e a respiração funda, forte de quando a gente trepa, e se joga um para outro. Fica o cheiro, sem nenhum comprometimento do depois. Me procuro nos seu versos escrito para os outros, não me acho em você, já em mim, repito mentalmente... nosso amor é livre e isso não vai me enlouquecer.

Mudança

estou quase morrendo
só preciso de um pouco mais de coragem,
e ei de ter.


ando precisando mais de mim, entende?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Amantes também amam

Benzinho

Deixe seus outros casos pra lá...

aqui também tem

carinho
quentinho
conchinha
cosquinha
e beijo no nariz

não sou só cama
e nem vivo só sem calcinha

posso também vestir a minha roupa
e lhe fazer até mais feliz. 


sábado, 16 de outubro de 2010

Avesso

Da boca que se beijou
frio
lento
alcoólico. 

Nenhuma vontade.
Nada. 

O desejo que sempre morou em mim para tudo que se era novo,
agora dorme
morgado
chato
arrependido. 

Por tantas vezes, foi o avesso. 

Só corpo
sem paixão nenhuma
ou aquele sexo repetitivo.

Agora você...
que é o novo, 
foi pego pelo meu dia sem sentido.

Não era o sexo, 
foi o outro
que já me comeu tudo o que tinha para ser comido,

.
.


 daí cansei.