(poema de uma madrugada muito triste)
O amor finalmente acaba
depois de várias tentativas
O amor acredita,
e "desacredita"
mas mesmo assim continua otimista
Sofrido, abatido, cansado e "descrente"
O amor perdoa e não perdoa
por isso um dia morre
É tão dolorido
Essa correnteza dentro de si
Uma morte não indesejada
Uma vida interrompida
Escorre dentre os dedos
O amor não pode ser só de um
O amor morre,
Daí logo logo reencarna em outro corpo desconhecido
Esperando ser desta vez sem dor.
O amor quer ser feliz,
mas não depende só de si.
terça-feira, 8 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
Ela faz cinema, ela é a tal.
Era ela.
Parada ali em frente aos sapatos. Pude reconhecê-la de costas, após 5 anos sem vê-la. A mesma postura, as mesmas canelas, pernas finas e ombros bonitos. Fiquei de olhos bem abertos, parado, apenas observando-a e esperando o bendito momento no qual ela iria virar e dar de cara comigo. Preparei meu olhar fixo, saudoso, louco. Aquela virada levou milhares de horas, eu pude ver aqueles olhos azuis novamente, o nariz, a boca, a voz, o sorriso, o abraço, uma saudade mal matada
Foi quando virei distraído e ela sumiu, de novo. Ficou apenas um abraço, juro que sincero. Preciso encontrá-la novamente, e desculpar-me por todo o meu egoísmo do passado.
Foi quando virei distraído e ela sumiu, de novo. Ficou apenas um abraço, juro que sincero. Preciso encontrá-la novamente, e desculpar-me por todo o meu egoísmo do passado.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Natacha e seus 21 anos.
Quase não dormiu. Tinha medo de não acordar e não poder honrar com seus compromissos. Havia uma vômito no seu pulmão, fígado e estômago. Tipo pelo de gato embrulhado dentro de si. Suas mãos um cheiro de sexo. De um alguém que nem sabia o nome. Foram tantos nomes e um mais corajoso que apertou-lhe seus seios lindos e beijo-os. Daí procuram-se quartos. Todos ocupados de sexo. Transou mesmo assim.
Foi em uma cama que sentiu a maior dor do mundo, de dentro de um peito sofrido, machucado e também taurino. Chorou um choro como desses que realmente fosse sangue de seu próprio coração. Era esse um choro preso, há mais de um ano. Esse choro se derreteu todo, pedra por pedra. Sentiu a perda e uma saudade de um amor agora intocável, costurado por lembranças. Acha que foi a primeira vez que realmente entendeu do realmente se tratava saudade. Chorou, chorou, mas quis viver, mesmo assim.
Aplausos.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Entre nos.
Estranho é pensar em um amor desgastado, machucado e cheio de mágoas. Você sabe, que ama, que pensa em um recomeço, mais não dá. Sempre fui forte e dominei tudo na minha vida. Desde as escolhas, todas feitas por mim. Sou quem sempre quis ser. É claro que sempre desejo mais, mais tempo, quero ser mais coisas, mais qualidade e habilidades. Já pensei na possibilidade de ser tudo culpa de um sexo bom. Sim, ele faz como eu gosto. Eu adoro. Mas não é só sexo. Eu quero esse cara. Como sempre o quis desde a primeira noite de vinho que transamos, nossa, foi tudo rápido demais para o eterno. Daí coloco em peso, os pós e contras. Maldita balança que fica equilibrada. Esse te quero não é racional. Adoraria um novo começo. Mas nem eu e você esquecemos dos traumas. Feridas e espadas. No coração, no fígado, na alma. Mas ainda não consigo dar adeus. Eu te puxo e você me segura. Acaba tudo em três trepadas numa madrugada. Depois brigas e mais brigas, pior de tudo é que a gente nunca se larga.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Cura no bar
Letra de música
Juro eu pensei
que fosse a vida inteira
Esse pesadelo
Que é não te ter
Agora em claro eu vejo
Eu sou forte
Ah eu sou forte
Chega de mar
chega de mar
Essa onda não vai me naufragar
É
todo fim de amor
se cura em um bar qualquer
não é,
Garçon
desce a primeira
da dose mais cabreira
pra eu não lembrar mais
Foi o médico que me disse
que beber não faz lembrar
Bobo é pensar que
um amor quando não dá
um amor quando não dá
não dá
Chegar de mar
Chega de mar
Essa onda não vai me naufragar
Chega de mar
que esse choramingo
vai terminar
deixa estar
Traga a saideira que eu vejo
uma saída no mundo assim
torto
bebo tudo
não vou deixar que me vejam assim
triste e oco
deixa estar
deixa estar
deixa estar
roda lá
roda de cá
juro que não vou me naufragar
Faço a hora
a hora chega
chega de chorar
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Amor dói
Meu pulmão não cansa e gritar seu nome, coitado, pede que fique por perto. Que infeliz é amar um amor terminado, que vive por um fiasco, daí você ama e sofre, ama e sofre e não se joga para mais ninguém. Eu amo aquele cara que pouco vive para mim. Eu amo por um amar tão tosquinho. Eu disse que seria pra sempre, taurinos não mentem sobre sentimentos.
Saudades de um começo vivo. De um primeiro "eu te amo" que saiu da boca de um de nos, não me lembro. Palavras ainda vivas em um coração pequenino, tímido, raivoso e filho de leonino. Mas você não se importa com palavras românticas, nunca ligou... eu sei...
Não deu, nos conhece demais
Coração perdido
vendido para um bandido
coração mata leão
te engole
come
ama
te joga no chão
A rotina dos dias
não me faz te esquecer
escuto meu nome
da voz que vem de você
Eu sempre disse,
que mundo é a gente que faz
não fomos felizes
Agora eu entendo
É poque nos conhecemos demais
Eu briguei com o mundo
eu briguei com todo mundo
Pra você entender
Não é que eu te ame
é que eu preciso te ter
Paixão diz que pode
Depois trinca dentes
Paixão te enche de tesão
depois fode
fode
fode
e acaba com tudo.
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